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Tão cheio, mas tão vazio.
Isso é tudo que, de uma forma ou de outra, eu consigo ver as
coisas ao meu redor. Vejo tudo e todos, e, consequentemente, a mim próprio, no
meu interior, minha alma.
Hoje faz um dia frio, e não acredito que isso seja coincidência.
Sinto-me congelante por dentro. Quero sair, preciso sumir por um tempo, preciso
dar um jeito que esquentar minha alma dura e fria. Preciso desaparecer de mim
mesmo.
Vou à esquina, tomo um café. A música toca “two icy cold hands conducting the way, it's the eskimo blood in my
veins”. É exatamente o que sinto. Esse sangue esquimó em minhas
veias. Mas como fazer aquecê-lo de maneira a acabar com isso que me corrói
intensamente?
Vou deixar fluir, quero ver onde isso vai parar. Enquanto
não acontece, continuo a franzir minha alma. Será que isso vai acabar? “I really don't know.”