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“Ontem gastei todo o
meu dinheiro e comprei um terreno em Marte. Eis a foto, cedida pela NASA, do
meu pedaço de felicidade. Sem gente, sem bicho, sem planta, sem carro, sem
computador. Eu e a imaginação vamos morar no vazio.
No infinito. Pretendo
não manter mais contato com os tolos, nem com os que habitam minha mente em
memórias de estúpidos convívios do passado. Adeus.” [...]
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O que seria, afinal, a liberdade que tanto falam por aí?
Seria poder ser alguém que talvez não exista? Seria fazer altas loucuras sem
pensar nas consequências? Ou seria, talvez, a única liberdade, a morte? O “não-contato”
com os outros? Qual a filosofia de liberdade?
Tem horas que paro o mundo, e começo a pensar qual a minha
filosofia para a liberdade. Liberdade não é algo tão simples, liberdade não é
simplesmente “ter 18”. É muito mais do que isso. É algo que se conquista. Tempo
de espera? Muito. Ou não. Depende de você, de cada um de nós, e somente.
Segundo Camus, “suicídio é a única questão filosófica
verdadeira”, e, sinceramente, acho que há momentos em que chego a concordar com ele. A liberdade vai do desejo de cada um, mas não aqueles que seguem
os passos dos outros, mas daqueles que criam seus próprios passos, e seguem em
frente.
“Meu desejo comanda
meu destino e a morte é a única liberdade.” (Albert Camus)
(Texto escrito pelo
Bigorna no dia 09 de Junho de 2013)