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A princípio, eu não sabia o que fazer. Fiquei sem reação, e
deixei tudo passar. Lá se foi um momento que não foi vivido por bobeira. Bem
que eu queria deixar de bobeira, mas porque eu? Nem tudo depende só de mim, mas
as pessoas não entendem isso.
Estou acabado, não sei mais o que fazer. É tão difícil saber
por que ainda insisto nisso tudo. É tudo tão complexo, não sei como faço pra
lidar com as situações difíceis da vida; não me venha com seu papo moralista
falando que há tantas pessoas vivendo situações piores do que a minha. Isso já
não me afeta mais.
O real problema das pessoas é que elas não sabem o que de fato
está acontecendo com o próximo, muitas vezes não se colocam no lugar dele para
tentar entendê-lo. Elas preferem ficar na zona de conforto apenas observando os
outros e continuam vivendo sua vida medíocre e sem graça que estão acostumados.
Afinal, é muito mais fácil deixar tudo como está do que correr atrás de seus ideais,
aquilo que diz respeito a si.
Talvez se as pessoas parassem e pensassem como seria
diferente se elas saíssem da zona de conforto e fosse atrás da mudança, nada
seria como é agora. Se as pessoas se colocassem na situação de outros. E esses “outros”
permitissem mostrar o que acontece.
O fato é que ninguém aguenta tudo isso por muito tempo.
Sozinho. (mesmo embora a solidão faça parte da vida do ser humano.) Toda essa
vida, tudo que acontece com as pessoas (ou simplesmente o que não acontece), é
perda de tempo.
Eu juro, só queria entender porque é tão difícil.
“Então me abraça forte, e diz mais uma vez que já estamos
distantes de tudo.” (Renato Russo)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 30 de Outubro de 2014)