segunda-feira, 25 de novembro de 2013

De Tudo Resta Um Pouco


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       As gotas que caem lá fora são como lágrimas que caem ao lembrar a dor que nós passamos. Porque somos tão idiotas ao ponto de deixar coisas tão insignificantes tomarem conta da nossa vida, nos fazendo ficar assim, por motivos que não valem a pena?
       O frio lá fora é como um coração sem amor, um coração sem vida, um coração sem esperança de que tudo um dia vai mudar, de que tudo um dia vai ser melhor. Um coração que não sabe amar, e que não permite que todos aqueles que estão ao seu redor possam amar também. É como se tudo fosse um mar de tristeza e solidão.
       As poças d’água que pisamos num dia depois de muita chuva é como estar acabando com toda a tristeza que passou, toda dor que se sentiu, tudo de ruim que aconteceu. É como acordar, e começar a pensar “vamos ser felizes mais uma vez!”. E realmente, todos merecem uma segunda chance de ser feliz.
       Os dias de sol são como os dias de felicidade, que vêm depois dos dias de tristeza e dor. São dias que nos confortam e que nos fazem perceber como ser feliz é a única coisa que importa na vida. Seja feliz com o que tem. Se não conseguir, sonhe, corra atrás daquilo que vai te fazer feliz. “E se isso não me fizer, de fato, feliz?” Não desista, sonhe novamente. As oportunidades de ser feliz são inúmeras. Incontáveis.
       Seja feliz, independentemente de como, quando, onde, com quem. Seja feliz em ser você. Esqueça tudo aquilo que te faz querer abandonar. Se, em alguma hipótese, você pensar, escreva, leia, ouça músicas, pinte, fotografe. Tanto faz. Mas nunca, NUNCA pense em desistir. Mova seus próprios caminhos. Faça-os com seus próprios passos.

***

       Uma vez estava com alguns amigos, e nos falaram “fiquem sempre felizes”. Depois de tanto refletir, percebi que essas palavras mudam vidas. Mudaram a minha vida. Pode mudar a sua também, porque não? Então, seja feliz!


"Fiquem sempre felizes!" (Autor Desconhecido/Moço da Banda)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 25 de Novembro de 2013)

domingo, 22 de setembro de 2013

Rascunho nº 16



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      É como um lindo nascer do sol a cada manhã. É como se tudo fosse acabar, e restaria apenas você. E o sol, brilhante como nunca visto antes. Mas, o que fazer quando esses (dias de sol radiantes) ofuscam e deixam à vista a escuridão da solidão, fria e nebulosa, como nos dias de inverno?
      Vamos deixar que ela tome conta de nós, pois, por mais doloroso que seja, é assim que vamos crescendo, amadurecendo. Aprendemos a lidar quando nossos corações forem partidos nos deixando sem chão, nos deixando sem rumo, nos deixando. Apenas, deixando.
      Quem disse que seria fácil? Se você acreditou nessa triste ilusão, me desculpe ser realista, mas esse alguém mentiu pra você. Acho que essa pessoa, ou esse alguém, te partiu em pedaços de uma maneira em que você não soube como fazer para juntá-los. De uma forma que as cicatrizes sempre vão existir, por mais que elas não sejam tão visíveis.
      Feridas, destroços, pedaços de um alguém qualquer. Não importa. O que realmente importa é se estamos seguindo em frente, afinal, o mundo continua girando. Saiba que o planeta não se limita a você, ou a nós. É uma complexidade sem explicação onde todos nós fazemos parte (querendo ou não).
      Já tentou quebrar um copo e observar o que acontece? [adicione frases e palavras clichês aqui nesse espaço]
      Muito mais do que você imagina acontece enquanto você fica aí nessa psicose se martirizando por algo tão inútil. A vida segue. E você devia seguir também.
[RECHI TEGUI FIKADIKA]



"Que o tempo vai levar, que o tempo pode te trazer, que as coisas vão mudar, que as coisas podem se mexer." (Tulipa Ruiz)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 20 de Setembro de 2013)

domingo, 8 de setembro de 2013

Roda Gigante da Vida



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     Foi como ser feliz novamente. Foi como ver uma luz que há muito tempo não se acende brilhando mais uma vez.
     Há momentos na vida em que tudo o que queremos é desabar, sumir, desaparecer. Não sabemos o que estamos fazendo nesse mundo, não temos nossa própria motivação para que o viver aconteça, para que as pessoas não se prendam somente ao “sobreviver”.
     Quando nos deparamos com “o que é viver”, vemos o mundo de uma forma totalmente diferente. É necessário abrir nossa visão, expandir nossos horizontes, aceitar as mudanças, afinal, é em torno delas que o mundo gira.
     Mudar é ver o mundo girando, e entrar nessa roda com total alegria, sem se importar com quem quer acabar a roda da nossa vida, que é única.
     E quem foi que disse que essa história de “ser feliz” é coisa da nossa mente? Quem foi que disse que a realidade nunca será essa? Quem foi que disse que viver é impossível?

     O momento é a fase em que podemos ser, fazer e viver da maneira que nos fará felizes, e depois pode mais uma vez, nos deixar na escuridão da nossa mente.
     Sim, felicidade é um momento, onde cabe a nós decidir se esse momento será eterno ou não. Felicidade é só questão de ser.




"Melhor viver meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você. Chorar, sorrir também e depois dançar, dançar na chuva quando a chuva vem." (Marcelo Jeneci)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 22 de Agosto de 2013)

domingo, 7 de julho de 2013

O crime intenso



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     Segundo a Wikipédia, “traição [...] é o rompimento ou violação da presunção do contrato social (verdade ou da confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos”.
     Talvez traição receba outros nomes, outros termos quando se trata dele, mas, sendo, a todo o momento, a mesma coisa. Talvez isso não seja apenas o “rompimento do contrato social”, talvez seja muito mais do que isso. Já pararam pra pensar que tipos de consequências ocorrem quando algo assim acontece na vida?
     Ela pode causar uma dor incessante no coração, na alma. Sentir-se traído, trocado, com certeza não é algo que queremos. Mas as pessoas simplesmente não ligam pra isso no mundo tão individualista que vivemos hoje. E isso não ocorre somente em relacionamentos de pessoas que, um dia, pensaram em ter um futuro juntos. Acontece com todos os tipos de relações.
     Sinto como se tudo e todos estivessem juntos, contra mim. É, pode ser um tanto quanto esquizofrênico isso, mas acho que não sou o único que sente isso.
     Talvez eu esteja ficando louco, perdendo a cabeça. É como se tudo tivesse de acabar, nesse exato momento. Como se o mundo simplesmente começasse a se autodestruir, agora. É como se o MEU mundo tivesse que acabar. Talvez ele acabe, quando eu tiver coragem, sem o medo de me arrepender depois da suposta “besteira” que eu posso fazer. Mas essa é a única forma de acabar com tudo isso.

      E é assim que me despeço, sem a resposta de que um dia voltarei.


"Entre a dor e o nada, o que você escolhe?" (Carlos Drummond de Andrade)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 07 de Julho de 2013)

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sobre idas e vindas


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Era uma noite gelada e chuvosa de terça feira. Eu não devia estar lá. Eu sentia que não devia.

**

     "Não sei se eu devia, mas eu queria, com toda a sinceridade, pedir desculpas por ser um completo idiota e fazer tudo errado.
     Na terça eu estava mesmo chateado, comigo mesmo, eu tinha tantas coisas pra te falar, mas nada saía da minha boca naquele momento.
     De todas as coisas no mundo, a única que eu não quero perder é você, sua amizade.
     Me desculpa por fazer esse drama todo na sua vida, na realidade nem eu sei o motivo disso tudo.
     Sei lá se eu devia estar falando essas coisas, acho que eu precisava apenas desabafar, com alguém (você).
     Se vai adiantar de alguma coisa esse desabafo inútil? Não sei. Mas enfim.
     Apenas não quero que esqueça de mim.
     Boa noite."


"Mas, ei mãe, antigamente eu sabia exatamente o que fazer." (Engenheiros do Hawaii)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 04 de Julho de 2013)

domingo, 9 de junho de 2013

Liberdade afinal, existe?



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     “Ontem gastei todo o meu dinheiro e comprei um terreno em Marte. Eis a foto, cedida pela NASA, do meu pedaço de felicidade. Sem gente, sem bicho, sem planta, sem carro, sem computador. Eu e a imaginação vamos morar no vazio.
    No infinito. Pretendo não manter mais contato com os tolos, nem com os que habitam minha mente em memórias de estúpidos convívios do passado. Adeus.” [...]

**

     O que seria, afinal, a liberdade que tanto falam por aí? Seria poder ser alguém que talvez não exista? Seria fazer altas loucuras sem pensar nas consequências? Ou seria, talvez, a única liberdade, a morte? O “não-contato” com os outros? Qual a filosofia de liberdade?

     Tem horas que paro o mundo, e começo a pensar qual a minha filosofia para a liberdade. Liberdade não é algo tão simples, liberdade não é simplesmente “ter 18”. É muito mais do que isso. É algo que se conquista. Tempo de espera? Muito. Ou não. Depende de você, de cada um de nós, e somente.

     Segundo Camus, “suicídio é a única questão filosófica verdadeira”, e, sinceramente, acho que há momentos em que chego a concordar com ele. A liberdade vai do desejo de cada um, mas não aqueles que seguem os passos dos outros, mas daqueles que criam seus próprios passos, e seguem em frente.


“Meu desejo comanda meu destino e a morte é a única liberdade.” (Albert Camus)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 09 de Junho de 2013)

domingo, 21 de abril de 2013

Seguindo em frente...



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     Ainda acho que tudo não passa de um sonho, ou um pesadelo. É como se... se... é como se eu não conseguisse explicar. Tudo em mim está mudando. Eu realmente me sinto outra pessoa, mas não um ser humano. Eu ainda sinto sede, mas vou ter certeza só depois que experimentar.
     É meio maluco viver na noite, apenas na escuridão da noite. É estranho não ver a luz do sol nascendo a cada novo dia. É como ter algo que me completa, que, nesse exato momento, está me fazendo falta.
     Tudo que me fez ser, em parte, do jeito que eu ainda era, é lembrar de você. É por você que ainda não desisti da noite, do escuro sombrio sob as árvores. É como sofrer subitamente, mas a esperança de, ainda um dia, ver o sol nascer novamente, e saber que você ficará bem, me fazem continuar.
     Por mais falta que você faça, eu sei que ficará bem, com ou sem mim. Mesmo com as dificuldades, sei que tem em quem confiar, sei que tem a quem recorrer.

**

    Você ainda tem muito o que viver, e não sei se vale a pena desistir, talvez seja isso que ainda me mova pra frente, talvez esse seja um dos motivos dos quais não deixam parar de seguir em frente, desistir de tudo, da minha vida. Se é que ainda existe uma vida.


"Não há necessidade de grelhas, o inferno são os outros." (Jean Paul Sartre)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 14 de Agosto de 2012, terminado
no dia 21 de Abril de 2013)