segunda-feira, 2 de julho de 2012

Vamos viver, ou tentar.


    Era frio. Tarde. Tudo que se via eram os postes com as luzes acesas iluminando a rua. Talvez fosse isso que ela estivesse sentindo. Um frio na alma com poucas luzes para esquentar e iluminar a escuridão que havia.
    Um dia ela pensou que tudo que as pessoas falassem fosse verdadeiro. Ela sempre acreditou em tudo. Como ela mesma dizia, ela era uma boba de pensar que tudo que sai da boca das pessoas vai realmente acontecer.
    Ela lembrou-se das promessas quebradas, juras não realizadas, dos muitos dias eu passariam juntos. Ela simplesmente lembrou tudo que tinha acontecido na vida dela.
    Pra falar a verdade eu nunca a entendi. Na verdade, já desisti de entender todos os seres humanos. Disse pra ela que tentasse se lembrar de coisas boas que ela passou. Talvez as coisas boas fizessem valer a pena a ponto de tudo que estivesse acontecendo de mal a ela fosse em vão.
    Ela simplesmente vive no frio da noite com pouca luz pra esquentar e iluminar. Mesmo que seja pouca, ela sempre vai ter, porque sempre tem alguém pra estar do seu lado e ajudar quando precisar.


Ninguém pensa na tristeza, pensa nas causas da tristeza. (Felipe Paulino)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 28 de março de 2012)

Nenhum comentário:

Postar um comentário