domingo, 9 de junho de 2013

Liberdade afinal, existe?



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     “Ontem gastei todo o meu dinheiro e comprei um terreno em Marte. Eis a foto, cedida pela NASA, do meu pedaço de felicidade. Sem gente, sem bicho, sem planta, sem carro, sem computador. Eu e a imaginação vamos morar no vazio.
    No infinito. Pretendo não manter mais contato com os tolos, nem com os que habitam minha mente em memórias de estúpidos convívios do passado. Adeus.” [...]

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     O que seria, afinal, a liberdade que tanto falam por aí? Seria poder ser alguém que talvez não exista? Seria fazer altas loucuras sem pensar nas consequências? Ou seria, talvez, a única liberdade, a morte? O “não-contato” com os outros? Qual a filosofia de liberdade?

     Tem horas que paro o mundo, e começo a pensar qual a minha filosofia para a liberdade. Liberdade não é algo tão simples, liberdade não é simplesmente “ter 18”. É muito mais do que isso. É algo que se conquista. Tempo de espera? Muito. Ou não. Depende de você, de cada um de nós, e somente.

     Segundo Camus, “suicídio é a única questão filosófica verdadeira”, e, sinceramente, acho que há momentos em que chego a concordar com ele. A liberdade vai do desejo de cada um, mas não aqueles que seguem os passos dos outros, mas daqueles que criam seus próprios passos, e seguem em frente.


“Meu desejo comanda meu destino e a morte é a única liberdade.” (Albert Camus)
(Texto escrito pelo Bigorna no dia 09 de Junho de 2013)

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