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Diferente de qualquer um. Seu olhar. Seu jeito bobo de ser e
tratar as coisas. A forma como você se suja ao comer um simples hambúrguer qualquer.
A forma como me faz sentir único. Você me faz diferente. De tudo. De todos. As
bobagens que falamos quando estamos no sofá do seu apartamento.
Continua. Me faz sentir único. Me faz sentir especial. Eu
gosto quando você diz que nunca conheceu alguém igual a mim. Gosto de ouvir você dizer
que não foi só uma noite, ou um dia, ou que fui só mais uma pessoa na sua vida.
Todos os dias antes de dormir lembro-me de como você me abraça forte, fazendo
com que meu mundo fique aquecido de forma inexplicável.
Depois de tudo, nos separamos. Mesmo apesar de tudo o que
passamos, decidimos deixar tudo. Acontecer. Naturalmente. Se é que pode-se
chamar isso de “natural”. (Ou então “comum”. Você não é “comum”.) A cada dia eu
acordava e me lembrava de você. Me olhando. De forma sincera, acalmando meu
coração. Quando eu estava com você eu sentia profundamente que “tudo passa”.
Durante um tempo Tiago Iorc me definiu, cantando “e nada
como um dia após o outro”. Assim foram esses meses tão longos longe de você, sem falar
com você, sem ver você, sem tentar ir atrás de você. Eu, de fato, só queria que
você estivesse bem, seja com quem fosse. Fosse no teatro que você ia sempre,
ou no cinema, ou até mesmo naquela balada sem graça que você costumava frequentar.
E foi assim, todos os dias. Um dia após o outro.
De repente, você, de forma “estranha” reaparece na minha
vida. Não sei como reagir diante disso. Você me perguntou como eu estive
durante esse tempo. Acho exageradamente brega, mas, ah, como eu gosto de ouvir
você me chamar de “bebê”. Você me perguntou como foram os vestibulares, e me
disse pra ser confiante, que no fundo sabia que eu iria conseguir o que eu espero,
o que eu quero, que algo vai dar certo. Dizendo pra não me preocupar com esse
mundo medíocre que vivemos.
Da maneira mais inesperada possível você apareceu novamente.
Eu não falo pra você essas coisas, mas tudo está aqui, martelando dentro de
mim. Não sei como faço pra controlar essa confusão de sentimentos dentro de
mim. Ao mesmo tempo em que eu te quero de todas as maneiras, não quero que isso te acomode. Tenho medo que as pessoas se acomodem e esqueçam o que há
por trás de tantas mentiras, tantas bobagens, tantas coisas que, na verdade, só
aparecem pra nos fazer esquecer que o que importa é estar bem entre nós.
Eu pego minha cerveja gelada, e fico aqui, lembrando de você, a todo momento. Não há como falar que você não é uma pessoa única na vida. Mas não sei se isso me deixa feliz, ou triste por saber que esse tipo de coisa, geralmente, algum dia acaba. Nada é eterno. Porque isso seria?
"Meu bem, você pra mim é privilégio. Sorte
grande de uma vez na vida. Minha chance de ter alegria." (Banda do Mar)
(Texto escrito pelo Bigorna em 02 de dezembro de 2014)
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